A indignação que tomou conta da sociedade e das associações do Ministério Público acerca do brutal assassinato do Promotor de Justiça de Pernambuco, Thiago Faria Soares, reforçou o compromisso do Estado brasileiro com a solução do caso. Em menos de 48 horas, um dos suspeitos do crime já estava preso na Delegacia de Águas Belas, no Agreste Pernambucano, e o principal suspeito da autoria intelectual identificado e caçado pelas forças policiais.

 

Mandados de prisão preventiva e busca e apreensão já foram deferidos pelo Poder Judiciário de Pernambuco, e, a qualquer momento, novas prisões e novos fatos serão descobertos.

 

Embora tenhamos pressa, a investigação segue seu curso, numa cadência puramente técnica, despida de qualquer espírito corporativista ou passional.

 

A ação forte e conjunta de todas as instituições públicas envolvidas na persecução penal, revelam o repúdio e a intolerância de nosso Estado de Direito com ações criminosas voltadas ao ataque de agentes públicos, principalmente em se tratando de agentes cuja obrigação funcional é combater a criminalidade, como no caso dos membros do Ministério Público.

 

JAMAIS UM CRIME CONTRA UM PROMOTOR DE JUSTIÇA FICOU IMPUNE NO BRASIL E ESTE TAMBÉM NÃO FICARÁ. Minutos depois do crime, uma série de operações foram desencadeadas pela União e o Estado de Pernambuco no intuito de rapidamente dar uma resposta a toda a sociedade brasileira sobre o assassinato do Promotor de Justiça pernambucano, dentre estas:

 

a) O imediato deslocamento de 50 (cinquenta) homens das forças táticas especiais para reforçar as ações voltadas à identificação e prisão dos criminosos no agreste pernambucano;

 

b) Designação de integrantes do GAECO (Grupo de Combate às Operações Criminosas do MP-PE) para atuarem na apuração do homicídio;

 

c) Designação pelo Conselho Nacional do Ministério Público – CNMP de dois Conselheiros para acompanharem as investigações, Dr. Mario Bonsaglia, representando a Corregedoria e Dr. Marcelo Ferra, presidente da comissão de preservação da autonomia do Ministério Público;

 

d) Acompanhamento das ações investigatórias pelo GNCOC (Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas);

 

e) Designação pelo Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, de três Procuradores do Ministério Público Federal para acompanharem os desdobramentos do fato criminoso;

 

f)  Presença do Presidente da Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (CONAMP), César Mattar Jr., a 1ª vice-presidente da entidade, Norma Angélica Cavalcanti, a fim de acompanharem, ao lado do presidente da Associação do Ministério Público de Pernambuco (AMPPE), José Vladimir Acioli, os desdobramentos do assassinato.

 

O Brasil está dando uma resposta enérgica, célere e eficaz em relação a este crime. Em pouco espaço de tempo, esperamos que todos os responsáveis pelo brutal assassinato do promotor de justiça estejam presos e submetidos aos procedimentos judiciais aplicáveis à espécie.

 

A Associação Cearense do Ministério Público-ACMP reafirma o compromisso de zelar pela independência e fortaleza de nossa instituição. O Ministério Público Brasileiro continuará unido, seguindo sua maior vocação que é servir com destemor e altivez ao povo brasileiro.